O planejamento
É a primeira fase do tratamento quando serão realizadas radiografias e demais exames (laboratoriais, por exemplo) para avaliar o seu caso. Analisando os resultados desses exames, o especialista vai fazer uma avaliação geral a respeito da saúde da sua boca, levando em consideração não apenas o estado dos dentes existentes, mas também das gengivas, das mucosas, da língua, dos músculos da mastigação, dos hábitos higiênicos e da quantidade e qualidade dos ossos. Quanto maior a quantidade e a qualidade do osso, melhor, porque assim é possível assegurar que os implantes tenham uma superfície segura e resistente onde se fixar.
É só a partir desse estudo minucioso que o cirurgião-dentista será capaz de determinar qual o tipo de implante mais adequado para o sei caso, o número necessário de implantes e a localização ideal para cada um.
Nessa fase o profissional também é capaz de lhe dizer qual a prótese (dente artificial) mais indicada, mostrando qual será, possivelmente, o resultado final do tratamento. No entanto é preciso ressaltar que podem ocorrer imprevistos ao longo do tratamento. Por isso, essa previsão está sujeita a alterações.
A colocação
Se não for necessário fazer um enxerto ósseo, a cirurgia para colocação dos implantes é realizada normalmente, com anestesia local e consiste, basicamente, na abertura de uma cavidade no osso, onde será alojado o implante.
Depois de colocados os implantes, há duas possibilidades:
A escolha de uma das duas possibilidades dependerá da análise de cada caso. Nem sempre é possível encaixar um dente sobre o implante em uma única etapa cirúrgica porque, em alguns casos, isso geraria uma instabilidade no pino metálico recém-implantado.
A manutenção
As pesquisas mostram que os implantes podem durar toda a vida de uma pessoa, desde que o procedimento tenha sido bem executado, e exista uma higienização adequada. Além disso, é preciso fazer revisões semestrais, nos primeiros dois anos, e anuais, posteriormente.
Entretanto, é importante lembrar que nem o dente natural pode ser permanente, uma vez que sua durabilidade está diretamente relacionada aos cuidados por parte do paciente e do dentista. A taxa de sucesso dos implantes varia entre 90% e 100%, dependendo da localização e da qualidade do osso onde é colocado.
Mas, tal como os dentes permanentes, os implantes também podem cair. Nesse caso, a pessoa deve procurar o dentista mais rápido possível. Mesmo no caso de perda de um implante, é possível colocar outro no mesmo local, o que exigirá um novo planejamento.
Qual índice de sucesso dos implantes?
A taxa de sucesso dos implantes varia entre 90% a 100%, depende da localização e da qualidade do osso onde é colocado. É bom lembrar que os implantes podem durar por toda a vida, desde que o procedimento tenha sido bem executado e exista uma higienização adequada. Além disso, é preciso fazer revisões semestrais, nos primeiros dois anos, e anuais posteriormente.
Pelo fato de ser um “corpo estranho”, existem riscos de rejeição do implante?
Não ocorre rejeição, pois o titânio é um material imunologicamente inerte. A contaminação, quando ocorre, é por via cirúrgica e não por falhas no processo de fabricação dos implantes. Lembre-se: a perda de um implante nunca está associada à rejeição, mas sim à falta de reparo ósseo adequado ao redor dos implantes (osseointegração). Isso pode ocorrer devido ao estado geral de saúde do paciente, doenças sistêmicas ou fatores comportamentais podem interferir no reparo ósseo, tais como diabetes, tabagismo, ou mesmo a não realização dos cuidados pós-operatórios pelo paciente.
